terça-feira, 5 de abril de 2011

O arquiteto das curvas

O documentário “A vida é um sopro” mostra a trajetória de um dos maiores arquitetos brasileiros, Oscar Niemeyer. Um homem que, mesmo com 103 anos de idade, ainda continua produzindo, além de ter sido – junto com Lúcio Costa – um dos responsáveis pela maior obra que o Brasil já teve: Brasília.
O desenho o levou para a arquitetura. No início, trabalhou de graça, e com isso foi ganhando experiência. Niemeyer tinha projetos inovadores em mente, queria sair daquela igualdade que eram os prédios da época; colunas sempre da mesma maneira – retas –, os mesmos desenhos, interiores. A mudança veio nas curvas da Pampulha, do Congresso Nacional em Brasília, da Catedral, do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Rio de Janeiro, entre várias outras.
Mesmo com a idade avançada, os projetos de Niemeyer não param, pois como ele mesmo diz: “A vida é um sopro”. Tudo passa que ninguém percebe. Faz 50 anos que a capital do país foi construída, e o tempo, para o arquiteto, passou muito rápido. Se Niemeyer não tivesse inventado as curvas em suas obras, o que seria dos grandiosos estádios de futebol, arenas, e atém mesmo prédios de grandes empresas?
O arquiteto sempre dizia: “Não é a linha reta, dura e inflexível, feita pelo homem que me atrai. O que me chama a atenção é a curva livre e sensual”.

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