A peça Eles Não Usam Black Tie foi encenada pela primeira vez em 1958 e foi escrita por Gianfrancesco Guarnieri, e conta a história de Tião (Guarnieri), um jovem operário que acabara de engravidar sua namorada Maria (Miriam Mehler). Tião trabalha junto com seu pai, Otávio (Eugenio Kusnet), um líder dentre os operários, que está organizando uma greve para reivindicar aumento salarial. Otávio era um socialista convicto e também um revolucionário, o que o levou inclusive para a prisão (mais de uma vez), forçando o filho a ser criado longe dele.
Tião não compartilhava dos ideais de seu pai, pois considerava que a luta não valia a pena. Além disso, temia pelo seu emprego, uma vez que pretende se casar com Maria, portanto não podia de maneira nenhuma ficar sem um trabalho. Tião acaba “furando” a greve, o que deixa todos os seus colegas enraivecidos, e seu pai, decepcionado.
No período que a peça foi escrita, em 1955, o Brasil passava por uma grande mudança política e social. Juscelino Kubitschek acabara de ser eleito e ele defendia os trabalhadores, atribuindo-lhes direitos como: jornada definida de trabalho e aumento do salário mínimo. Três anos depois, serviu de inspiração para diversos dramaturgos brasileiros e iniciou a fase nacionalista do Teatro Arena.
Devido a sua importância histórica, a peça foi transformada em filme no ano de 1981, dirigida por Leon Hirszman. Nessa produção, o autor Gianfrancesco Guarnieri, que interpretava Tião na produção original, viveu o pai Otávio.
Eles Não Usam Black Tie é considerado um grande marco na história teatral brasileira, uma vez que é uma das primeiras peças que tem o foco em trabalhadores pobres, moradores da favela. A peça também aponta para lutas sociais de uma determinada classe, o que também era novidade na época.
Grupo: Matheus Alleoni, Mônica Bulgari, Natália Moraes, Rodrigo Gianesi e Gabriela Duarte.
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